Linda rosa pomposa O que fizeram com tuas pétalas Teu aroma, tua cor, tua vida? Não entendo o teu lamento Tuas lágrimas Por que choras assim? As raposinhas te enganaram? Ou foram as formigas que te sugaram? Me diz... E para de chorar assim!! Tuas pétalas desmancharam Tua beleza se escondeu No jardim, tu que eras rainha. Tornastes tão submissa, tão maltrapilha. Tuas pétalas serão eternas Tuas raízes serão espessas E minhas mãos, sempre, aqui estarão. És as sombras de minha razão Tu provocas inspiração Perfume eterno Enlouqueces minhas manhãs, quando desperto.
Sorrisos são dados Presentes são entregues Abraços trocados Silêncios compartilhados E, sempre, aleatoriamente.
O aleatório mais bem articulado que se pode existir Que se fundem e se complementam É o existir mais arbitrário que se pode ter É aquilo que não se pode controlar Nem falar, nem explicar.
Regras têm suas exceções Amores têm seus fins Amizades se esfriam Corações se partem Promessas são esquecidas Sonhos se afogam em copos de cachaça.
A vida se mostra ávida e feroz As linhas inconsistentes se rompem Desejos superestimados apodrecem Segredos exigidos se esquecem E assim a vida se segue... Meio amargo, meio doce. Aleatoriamente.
No ar Tudo vai pra o ar É responsabilidade do vento Arrastar tudo por um único caminho: o esquecimento
E vai ao vento Ao léu Momentos, palavras, promessas... Sonhos, planos...
Mas tua função, você faz tão bem. Leva embora, com tanto desdém E me diz... “Faço assim, porque convém!”
Pra onde levas os sentimentos reprimidos? Onde tu escondes aquele, mais chegado, amigo? Qual o esconderijo daquele amor? Para onde levastes o calor, o ardor?
Nem precisa me responder. O que eu quero mesmo de você. É que leve embora essa dor aqui, Que me atormenta todos os dias, antes de dormir. Morgana Medeiros
Espremendo a alma Que insiste em calar Encontrei rimas escondidas Palavras reprimidadas - minha poesia.
Aproximei-me e interroguei-a,com amor O que foi que assim te deixou? A poesia com um olhar tristonho E uma lágrima no canto do olho Fitou-me...e disse-me Você que esqueceu de mim Eu aqui tentando me mostrar pra ti E você me trata assim, não empresta teus ouvidos para me ouvir Não permite tuas mãos serem guiadas por mim
Eu, pobre poeta Com os olhos perplexos e inundado em lágrimas Peguei-a em meus braços E carinho lhe fiz.
Minha poesia é tão carente Possue uma alma tão quente E uma narração de arrebatar o coração. Minha linda, perdoe minha distração!
É que sou assim Poeta feito, sei não! Mas voltei pra reconsiderar sua convocação E me entregar a ti em devoção!